“Na Barca do Sonho” é o nome da primeira longa-metragem do grupo de teatro e produtora O Capítulo, na qual assinei a realização, montagem, edição, produção e argumento, assim como uma personagem. É ao mesmo tempo a primeira adaptação da alegoria clássica de Gil Vicente, “Auto da Barca do Inferno”, para cinema.
A encenação da peça começou no final de 2010 e, por volta de Março, começou a surgir a ideia da transformação para o grande ecrã. Os pedidos foram enviados e, com persistência, conseguimos os espaços que queríamos: Convento de Cristo, Sinagoga (de Tomar), Palácio Sotto Maior e outros espaços que se preferem em privado.
Juntámos por volta de sessenta figurantes para esta aventura. Com início em Agosto e fim em Dezembro, gravámos esta longa-metragem de 70 minutos.
Um grande desafio, este, de honrar o nome de Gil Vicente e levar avante um longo filme, de caracterizações pesadas e desafiadoras. A pertinência do destino trouxe-me três grandes caracterizadoras; Leonilde Banha, com um extraordinário leque de escolhas de vestuário, Arlete Lopes, enquanto caracterizadora masculina e Vera Jacinto, uma grande descoberta na estrondosa caracterização feminina. Ao mesmo tempo, um elenco muito apropriado e trabalhador. Uma assistente de cena meticulosamente atenta e disponível.
A fase de pré-produção foi pesada – em dezenas e dezenas de ensaios e na adaptação do argumento. A pós-produção levou cerca de um mês, na edição e montagem do filme.
O resultado chegará este ano, em breve. Fica, por agora, o trailer deste projecto e um sincero agradecimento a quem acreditou neste resultado, mesmo antes do primeiro esboço.
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